Viñao, em seu texto, afirma que empregar o termo analfabeto a alguém é de índole negativa,
por apenas salientar o que essa pessoa não sabe fazer. Não se conhecerá qual o
relacionamento dela com a “cultura escrita”, nega-se as eventuais particularidades da cultura
dela – nem todas as culturas valorizam a língua escrita – e impõe-se que a única maneira de se
aprender sobre a língua é através da “cultura escrita” com a “aprendizagem mecânica de
textos pré-elaborados” (Frago, 1993, p.18).
terça-feira, 19 de setembro de 2017
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Olá! Como prometido segue link para o download do livro Infância - Graciliano Ramos.
http://lelivros.stream/book/download-livro-infancia-graciliano-ramos-em-epub-mobi-e-pdf/
Caso alguém não consiga baixar pode me mandar um email que respondo com o arquivo.
Meu email: camila.diaas@live.com
http://lelivros.stream/book/download-livro-infancia-graciliano-ramos-em-epub-mobi-e-pdf/
Caso alguém não consiga baixar pode me mandar um email que respondo com o arquivo.
Meu email: camila.diaas@live.com
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Os três modelos da leitura entre os séculos XVI e XXI
Artigo de AMC - 2016:
Os três modelos da leitura entre os séculos XVI e XXI: como as práticas sociais transformam os métodos de ensino
www.rbhe.sbhe.org.br/index.php/rbhe/article/download/903/pdf_108
Os três modelos da leitura entre os séculos XVI e XXI: como as práticas sociais transformam os métodos de ensino
www.rbhe.sbhe.org.br/index.php/rbhe/article/download/903/pdf_108
Modelos contraditórios de leitura
Artigo de Anne-Marie Chartier:
http://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/30532/pdf
http://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/30532/pdf
Cartilhas
As cartilhas e a história da alfabetização no Brasil: alguns apontamentos - artigo de Francisca Maciel disp. em: http://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/30604/pdf
terça-feira, 5 de setembro de 2017
A Alfabetização na Sociedade e na História - pg. 23 e 24
"O que se disse não é um argumento contra a alfabetização e a escrita, mas contra um determinado tipo de alfabetização e determinados usos da escrita e, mais ainda, contra a perda - por ser desvalorizada - da tradição oral."
"Usos escolares e sociais. Aqueles que fazem deles atos não compartilhados, frios e dissociados, portanto, do mundo oral e da realidade daquele que lê e escreve." - Aqueles são os que se preocupam apenas em falar na forma culta, objetivando expressar superioridade, quando não se preocupam com o que o ouvinte irá entender de sua fala, de fato.
"Usos escolares e sociais. Aqueles que fazem deles atos não compartilhados, frios e dissociados, portanto, do mundo oral e da realidade daquele que lê e escreve." - Aqueles são os que se preocupam apenas em falar na forma culta, objetivando expressar superioridade, quando não se preocupam com o que o ouvinte irá entender de sua fala, de fato.
Cap. 1 pg 23
" A escrita é, juntamente com a roda e o fogo, um dos inventos que mais profundamente modificaram a vida é a mente humana".
O trecho que me chamou a atenção no texto de Viñao Frago fala sobre a relação improdutiva/estéril do leitor com o livro:
"(...)
- Vamos ver, para mostrar a este senhor. Quem descobriu a América?
O menino não titubeia.
- Cristovão Colombo.
A professora sorri.
- Agora tu. Qual foi a melhor rainha da Espanha?
- Isabel, a Católica.
- Por quê?
- Porque lutou contra o feudalismo e o Islã, realizou a unidade de nossa pátria e levou nossa religião e nossa cultura para além dos mares.
A professora, satisfeita, explica ao viajante:
- É a minha melhor aluna.
A pequenina está muito séria, muito possuída de seu papel de número um. O viajante dá-lhe uma bala de café com leite, leva-a um pouco à parte e pergunta: (...)
- Bem. Vejamos, Rosario, tu sabes o que é o feudalismo.
- Não senhor.
- E o islã?
- Não senhor. Isto não.
A menina está perturbada e o viajante suspende o interrogatório." (p. 18)
Ao final do trecho indicado, o autor ressalta que a menina fala como um livro que não entende, mas sua inteligência é avaliada pela leitura memorizada.
"(...)
- Vamos ver, para mostrar a este senhor. Quem descobriu a América?
O menino não titubeia.
- Cristovão Colombo.
A professora sorri.
- Agora tu. Qual foi a melhor rainha da Espanha?
- Isabel, a Católica.
- Por quê?
- Porque lutou contra o feudalismo e o Islã, realizou a unidade de nossa pátria e levou nossa religião e nossa cultura para além dos mares.
A professora, satisfeita, explica ao viajante:
- É a minha melhor aluna.
A pequenina está muito séria, muito possuída de seu papel de número um. O viajante dá-lhe uma bala de café com leite, leva-a um pouco à parte e pergunta: (...)
- Bem. Vejamos, Rosario, tu sabes o que é o feudalismo.
- Não senhor.
- E o islã?
- Não senhor. Isto não.
A menina está perturbada e o viajante suspende o interrogatório." (p. 18)
Ao final do trecho indicado, o autor ressalta que a menina fala como um livro que não entende, mas sua inteligência é avaliada pela leitura memorizada.
Viñao Frago, Cap - página 27
''Nenhum texto ou questão deve ser objeto de ensino de um modo isolado, separado ou sem relação com a vida e cultura do analfabeto.''
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Cap.1 - pg.19
"O analfabeto pensa e se expressa oralmente. Mas de um modo diferente do que faz um ser humano alfabetizado que vive em um cultura que, sim, conhece e usa a escrita. Seu órgão de recepção e percepção não é a vista - como no homem que lê - mas no ouvido. Sua cultura é uma cultura acústica, não linear, mas esférica."
domingo, 3 de setembro de 2017
Cap. 1 pág. 16
Analfabeto já não é quem não sabe ler e escrever, mas também aquele que, sabendo, é incapaz de compreender ou redigir um texto determinado.
Destaques texto Vinão Frago
1- "Recordava também o caráter historicamente compulsivo e conformador da alfabetização e da escola. Por detrás da figura do analfabeto se desenha já a do homem inferior, despojado e desvalorizado em suas habilidades." (p. 23)
2- "A oposição entre escrita e oralidade supõe hoje em geral um empobrecimento de ambas" (p. 21)
3- "Todos os aspectos positivos da oralidade foram abandonados, negados, e poucos dos da cultura escrita são adquiridos." (p. 25)
(Esse trecho me fez refletir sobre o quanto da cultura escrita é realmente apropriado, inserido nos diálogos cotidianos.)
2- "A oposição entre escrita e oralidade supõe hoje em geral um empobrecimento de ambas" (p. 21)
3- "Todos os aspectos positivos da oralidade foram abandonados, negados, e poucos dos da cultura escrita são adquiridos." (p. 25)
(Esse trecho me fez refletir sobre o quanto da cultura escrita é realmente apropriado, inserido nos diálogos cotidianos.)
A seguir, pontuo os trechos que me chamaram a atenção no texto de Viñao Frago:
1. " Deixemos a menina que fala como um livro. Um livro que não entende, mas por cuja leitura memorizada será avaliada sua inteligência." (p. 19)
- Como a escola tem "avaliado" a inteligência dos estudantes?
2. "Nossos analfabetos são pessoas imersas na miséria e pobreza cultural, não inteligentes, inferiores, de pensamento pobre e curto. Isto que em alguns pode ser verdadeiro, poderia também se dizer de muitos alfabetizados. Tudo depende, ademais, de em qual meio nos achemos e de que habilidade se valorizam - ou se desvalorizam - em dito contexto." (p 20)
- Me pergunto se a escola não tem priorizado apenas um tipo de saber, optando tanto pelo conhecimento das letras e deixando de lado outros conhecimentos relevantes. E qual o motivo que a faz ser tão fechada a valorizar estes outros campos de saberes.
3. "(...)o preço de saber tudo o que se passa com o mundo é o de não saber o que se passa contigo." (p.26)
1. " Deixemos a menina que fala como um livro. Um livro que não entende, mas por cuja leitura memorizada será avaliada sua inteligência." (p. 19)
- Como a escola tem "avaliado" a inteligência dos estudantes?
2. "Nossos analfabetos são pessoas imersas na miséria e pobreza cultural, não inteligentes, inferiores, de pensamento pobre e curto. Isto que em alguns pode ser verdadeiro, poderia também se dizer de muitos alfabetizados. Tudo depende, ademais, de em qual meio nos achemos e de que habilidade se valorizam - ou se desvalorizam - em dito contexto." (p 20)
- Me pergunto se a escola não tem priorizado apenas um tipo de saber, optando tanto pelo conhecimento das letras e deixando de lado outros conhecimentos relevantes. E qual o motivo que a faz ser tão fechada a valorizar estes outros campos de saberes.
3. "(...)o preço de saber tudo o que se passa com o mundo é o de não saber o que se passa contigo." (p.26)
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